Nesta terça-feira (4), a proposta do governo do Estado de reajustar em até 9,45% o salário dos professores ativos e inativos foi aprovada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul por unanimidade, com 52 votos favoráveis dos deputados. O projeto (PL 139/2023), do Poder Executivo, chegou à Casa em 1º de março e prevê o reajuste do piso do magistério a contar do dia 1º de janeiro de 2023, no subsídio mensal dos integrantes da carreira do magistério público estadual. Segundo a justificativa do governo, o índice incidirá com paridade sobre todos os níveis de carreira dos professores ativos e inativos e pensionistas com direito à paridade, resultando num impacto financeiro estimado de R$ 488 milhões ao ano.
Polêmica
O Cpers, sindicato que representa professores e servidores das escolas gaúchas, recusou a oferta do Palácio Piratini e estava na busca de um reajuste maior, de quase 15%. As bancas do PT, PCdoB e PSOL reforçavam essa proposta. Apesar das reivindicações, o governo afirmou, por várias vezes, que o índice não seria elevado em virtude do limite do gasto com pessoal já ter extrapolado, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal.